domingo, 3 de fevereiro de 2013

Camarões - Beneficiamento - Post II


Os camarões marinhos cultivados em fazendas (também denominados de cativeiro), quando atingem o tamanho desejado, são despescados dos viveiros, após análises feitas por um técnico-biólogo.

Nesta análise é verificado o tamanho médio, se o camarão não está na muda da casca (que normalmente ocorre 2 vezes por mês), se não apresenta nenhuma doença, defeitos, etc.

Eles morrem por choque térmico em água bem gelada, adicionada com um aditivo alimentício (metabissulfito de sódio) que é um antioxidante e conservante.

Rapidamente e adequadamente acondicionados em basquetas com gelo, são transportados em caminhões térmicos para as instalações industriais para beneficiamento ou diretamente para o cliente, conforme o caso.

Após um processo de lavagem em água mineral, é feita uma coleta semi-automática de objetos estranhos (conchas, peixinhos, etc. – que normalmente são encontrados nos lotes de camarões frescos).

Depois desta fase os camarões são classificados e separados automaticamente por tamanho, embalados, pesados e seguem para um túnel de congelamento (no caso dos camarões inteiros).
O camarão, após a classificação, também pode seguir para as bancadas de processamento onde serão descabeçados, formando o tipo cauda ou mesmo, prosseguindo, para as bancadas de descascamento, formando os diversos tipos de camarão descascado (ou filé).

Por sua vez, o camarão descascado (filé), pode ser dos seguintes tipos:

- PUD = camarão totalmente descascado (usado em risotos, estrogonofe, molhos, etc)

- PTO = camarão descascado, porém com a ponta do rabinho (telson) ainda com casca (usado em empanados, etc)

- Eviscerados = camarão descascado (PUD ou PTO) sem as vísceras

- Butterfly (borboleta) = camarão descascado (PTO), sem as vísceras e aberto em formato de asas de borboleta (usado em empanados e comidas japonesas)

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