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sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Creme/Sopa de abóbora cabotiá e linguiça Blumenau

 

Imagem gerada por IA

Sobre a linguiça Blumenau

A linguiça Blumenau é um embutido defumado tradicional de Santa Catarina, ligado à colonização alemã no Vale do Itajaí. Seu nome remete à região de Blumenau e Pomerode, onde técnicas de charcutaria trazidas por imigrantes foram adaptadas aos ingredientes locais. Em geral, é preparada com carne suína, gordura, sal, alho e pimenta, embutida em tripa natural e defumada lentamente, o que dá sabor marcante, aroma intenso e textura firme. Nesta sopa, ela entra primeiro no refogado para liberar sua gordura e seu defumado, ajudando a temperar a base cremosa de abóbora cabotiá e cenoura.

Imagem gerada por IA

Sobre a abóbora cabotiá

A abóbora cabotiá, também conhecida como abóbora japonesa, tem polpa firme, sabor levemente adocicado e textura cremosa depois de cozida. Por isso, é excelente para sopas e cremes, pois encorpa a receita naturalmente e combina muito bem com ingredientes de sabor marcante, como a linguiça Blumenau, além de legumes suaves como cenoura, cebola e alho-poró.

Imagem gerada por IA

Rendimento: 4 a 6 porções

Tempo de preparo: cerca de 45 minutos

Dificuldade: fácil

Ingredientes

·        1 kg de abóbora cabotiá descascada e cortada em cubos

·        2 cenouras médias cortadas em rodelas

·        1 talo de alho-poró fatiado, usando principalmente a parte branca

·        1 cebola média picada

·        2 dentes de alho picados

·        200 g de linguiça típica Blumenau em rodelas ou cubos

·        1,2 litro de água ou caldo de legumes

·        2 colheres de sopa de azeite ou óleo

·        Sal e pimenta-do-reino a gosto

·        Cheiro-verde picado a gosto para finalizar

·        Opcional: 1 caixinha de creme de leite ou 100 ml de nata para uma sopa mais cremosa (Creme)

Modo de preparo

1.      Em uma panela grande, aqueça o azeite e doure a linguiça Blumenau até soltar aroma e ficar levemente tostada. Retire parte da linguiça e reserve para finalizar, se desejar.

2.      Na mesma panela, acrescente a cebola e refogue até ficar macia. Junte o alho e mexa por alguns segundos, sem deixar queimar.

Fiz tudo junto - opcional

3.      Adicione o alho-poró e refogue por 2 a 3 minutos, até murchar levemente.

Coloquei cenoura antes - opcional

4.      Coloque a abóbora cabotiá e a cenoura na panela. Misture bem para envolver os legumes no refogado.

5.      Acrescente a água ou o caldo de legumes, tempere com sal e pimenta-do-reino e cozinhe em fogo médio por cerca de 25 minutos, ou até a abóbora e a cenoura ficarem bem macias.



6.      Com cuidado, bata a sopa com um mixer diretamente na panela ou transfira aos poucos para o liquidificador, até obter um creme liso.

Adicionei Cogumelos e Tomates

7.      Volte a sopa para a panela, ajuste o sal e a pimenta e, se quiser mais cremosidade, misture o creme de leite ou a nata no final, sem deixar ferver demais.

8.      Sirva quente, finalizando com a linguiça reservada e cheiro-verde picado.

Dica

Para um sabor mais intenso, asse a abóbora cabotiá com um fio de azeite antes de cozinhar a sopa. A linguiça Blumenau já é bem marcante, então prove antes de adicionar muito sal.

Se quiser deixar a sopa mais aromática e com textura, acrescente tomate-cereja cortado ao meio e cogumelos fatiados nos minutos finais do cozimento, apenas até ficarem macios. Esqueci da Foto final, por isso tem IA na capa.

 


sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Galinha caipira feita na cataplana


Prato elaborado nas férias - Praia

Galinha caipira feita na cataplana

Uma receita rústica e aromática que une o sabor brasileiro da galinha caipira ao cozimento úmido e concentrado da cataplana. O recipiente fechado conserva os sucos da carne, perfuma o caldo e deixa o prato com molho encorpado, ideal para servir com arroz branco, pirão, polenta ou mandioca cozida.

Origem da cataplana

A cataplana é um utensílio tradicional do Algarve, no sul de Portugal, e também dá nome aos pratos preparados dentro dela. Suas origens não são totalmente documentadas, mas costuma-se associá-la ao período de influência árabe na região, entre os séculos VIII e XIII, especialmente pela semelhança com a tajine do Norte da África: ambas favorecem uma cozedura lenta, úmida e fechada, preservando aromas e sucos dos alimentos. A forma mais conhecida da cataplana é composta por duas metades côncavas de metal, unidas por uma dobradiça e fechadas lateralmente, criando um ambiente quase hermético. Tradicionalmente feita de cobre por caldeireiros algarvios, ela se tornou símbolo da cozinha costeira portuguesa, sobretudo em pratos de mariscos, peixe, carne de porco e legumes.

Rendimento: 6 porções

Tempo de preparo: cerca de 2 horas, mais o tempo de marinada

Utensílio principal: cataplana grande ou panela bem fechada de fundo grosso

Imagem gerada por IA

Ingredientes

·        1 galinha caipira de cerca de 2 kg, limpa e cortada em pedaços

·        Suco de 1 limão

·        6 dentes de alho amassados

·        2 cebolas grandes fatiadas

·        2 tomates maduros picados

·        1 pimentão vermelho ou amarelo em tiras

·        2 folhas de louro

·        1 colher de sopa de colorau ou páprica doce

·        1 colher de chá de cúrcuma ou açafrão-da-terra

·        1 ramo pequeno de alecrim ou tomilho

·        2 colheres de sopa de banha, azeite ou óleo

·        1 xícara de chá de vinho branco seco ou caldo de galinha caseiro

·        1 xícara de chá de água quente, se necessário

·        Cheiro-verde picado a gosto

·        Sal e pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo

1.      Tempere a galinha: coloque os pedaços em uma tigela e misture com limão, alho, sal, pimenta-do-reino, louro e alecrim. Cubra e deixe marinar por pelo menos 1 hora; se puder, deixe de um dia para o outro na geladeira.

2.      Doure a carne: aqueça a cataplana aberta em fogo médio com a banha, azeite ou óleo. Doure os pedaços de galinha aos poucos, virando para selar bem todos os lados.

Dourando

3.      Monte a base aromática: retire a carne dourada para um prato. Na mesma cataplana, refogue a cebola até murchar. Junte o tomate, o pimentão, o colorau e a cúrcuma, mexendo para soltar o sabor do fundo.


4.      Volte a galinha para a cataplana: acomode os pedaços sobre o refogado, regue com o vinho branco ou caldo e misture delicadamente. Se houver pouco líquido, acrescente um pouco de água quente.

5.      Cozinhe lentamente: feche a cataplana e cozinhe em fogo baixo por 1 hora a 1 hora e 30 minutos, até a carne ficar macia. Abra na metade do tempo para verificar o líquido e, se necessário, acrescente mais água quente aos poucos.

6.      Finalize: quando a galinha estiver macia e o molho encorpado, ajuste o sal, polvilhe cheiro-verde e deixe descansar por 5 minutos antes de servir.

Dicas de serviço

·        Para um sabor mais intenso, prepare a receita na véspera e aqueça novamente na própria cataplana antes de servir.

·        Se a galinha for muito firme, cozinhe por mais tempo em fogo baixo, mantendo sempre um pouco de líquido no fundo.

·        Sirva com arroz branco, pirão feito com o caldo, polenta cremosa, farofa ou mandioca cozida.

sexta-feira, 1 de setembro de 2023

Peixe na telha - fogão a lenha

 


Após tomar  vergonha, resolvi postar outra receita que preparei nas férias de janeiro 22/23.

Esta feita com a raspa do tacho, com folhas verdes colhidos na casa, cenoura dando mole na geladeira, panela, em forma de telha, esquecida num canto , carvão e lenha na finaleira, enfim, mais um teste que deu certo .

E ficou, de novo,  EXCELENTE!

Ingredientes para esta receita – muitas variações

1 kg de posta de peixe (cação, robalo, pescada amarela)

50 ml de suco de limão

QB de sal

QB de pimenta

QB de alho, 2 ou 3 dentes

60 ml de azeite de oliva

300 g de cebola cortada em rodelas

2 cenouras em tiras – seria melhor se tivesse feito um pré-cozimento, para amolecer

Opções a gosto – fica bom

Alfavaca

Gengibre ralado

40 g de coentro picado

 


Modo de Preparo:

1. Coloque as postas de peixe em uma travessa, tempere com sal, pimenta, gengibre e o suco de limão, e deixe descansar 30 min. Pode-se deixar menos tempo, afinal o limão "cozinha" os frutos do mar.



2. Em uma panela aqueça o azeite de oliva.

3. Junte a cebola e deixe refogar. Será nosso fundo, aquele famoso, se queimar, que seja a cebola.

4. Adicione o peixe, e faça a distribuição na “telha”. Eu decorei um pouco, como visto nas fotos.



5. Deixe cozinhar até o peixe ficar macio e para finalizar coloque o coentro/cheiro verde. Utilizei a tampa da outra panela, para abafar, e não perder tanto calor.



segunda-feira, 7 de agosto de 2023

Moqueca no fogão a lenha

 


Tomei vergonha e, resolvi postar uma receita que preparei nas férias de janeiro 22/23.

Férias na praia, em São Francisco do Sul (São Chico), praia de Ubatuba – SC.

A casa tinha forno a lenha e panela de barro, não resisti e fui experimentar o fogão a lenha, coisa que nunca tinha feito, gastei lenha, mas funcionou. E ficou EXCELENTE!



Ingredientes para esta receita – muitas variações

2 kg de posta de peixe (cação, robalo, pescada amarela)

1 kg de camarão

500g de botão de lula

50 ml de suco de limão

QB de sal

QB de pimenta

60 ml de azeite de oliva

120 ml de azeite de dendê

300 g de cebola cortada em rodelas

400g de tomate cortado em rodelas

800 g de pimentão verde, amarelo e vermelho cortados em rodelas

3 garrafas pequenas de leite de coco

Opções a gosto – fica bom

Gengibre ralado

40 g de coentro picado

 Observação: a quantidade de verdes depende em muito da largura da panela, profundidade. Tenha isso em mente.

Modo de Preparo:

1. Coloque as postas de peixe em uma travessa, tempere com sal, pimenta, gengibre e o suco de limão, e deixe descansar 30 min. Faça o mesmo com o Camarão e a Lula. Pode-se deixar menos tempo, afinal o limão "cozinha" os frutos do mar.

2. Em uma panela aqueça o azeite de oliva e o dendê.

3. Junte a cebola e deixe refogar. Será nosso fundo, aquele famoso, se queimar, que seja a cebola.

4. Faça camadas, intercalando cebola, tomates, pimentões, peixe, os “verdes” de novo, camarão e lula. O leite de coco pode ser colocado no final sobre o preparo.

Camada 1


Camada 2



5. Deixe cozinhar até o peixe ficar macio e para finalizar coloque o coentro/cheiro verde.


O fogão a lenha





quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Cambucá



Mais uma postagem da Série Vida na Roça. 
Esta demorou porque estava  aguardando a floração e os frutos do Cambucá. Árvore centenária e nativa que existe na casa da Bisa.
Em volta já teve galinheiro, viveiros com faisões, casa de boneca e hoje, existem bromélias e framboesas silvestres. 
Pela sua idade, chuvas  e ventos fortes da região, associado ao solo úmido permanece escorada, mas produzindo frutos saborosos para consumo e alimentação da fauna (maior parte).

NOME INDIGENA: CAMBUCÁ vem do tupi-guarani e significa “fruta de mamar ou chupar” porque a polpa precisa ser sugada da casca. Também recebe o nome de Cambucaba, Cambricó e Cambicá.

ORIGEM: endêmica da região da mata Atlântica litorânea dos estados da Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina. A planta é rara mesmo na natureza e ocorre apenas nas várzeas aluviais e encostas úmidas quase que exclusivamente no interior da mata preservada.

CARACTERÍSTICAS: árvore bela e frondosa que atinge 5 a 10 metros quando cultivada e até 20 metros na floresta primaria. A copa é arredondada ou cônica quando jovem, tornando mais ampla a medida que envelhece, mantendo-se sempre densa. O troco é liso com 25 a 40 cm de diâmetro e geralmente bifurca-se desde o solo, com casca descamando-se em placas finas e irregulares, exibindo a coloração creme acinzentado ou avermelhada. As folhas são simples e opostas, oblongas (mais longa que larga) e lanceolada (com forma de lança) no ápice e obtusa (arredondada) ou aguda na base, com pecíolo de 5 a 9 mm de comprimento. A lamina foliar mede de 6,5 a 12 cm de comprimento por 3,5 cm de largura. As flores nascem aglomeradas nos nós dos ramos em grupos de 3 a 8 flores, que quando abertas medem 1,2 cm de diâmetro e tem simetria radial, ou seja, em planos divididos, representados por cálice (invólucro externo) com 5 sépalas unidas e corola (invólucro interno) com 5 pétalas brancas, obovadas e livres com 0,7 mm de comprimento. O fruto é uma baga subglobosa, medindo 3 a 6 cm de diâmetro por 2 a 3 cm de altura com peso de 20 a 36 gramas. A polpa é amarela alaranjada e perfaz 50% do fruto, esta é doce e acidulada e envolve 1 ou 2 sementes roxas de 2 a 2,5 cm um pouco achatada.


USOS: Frutifica nos meses de Janeiro a Março. Os frutos tem sabor que lembra o mamão papaia e a manga juntos, sendo ideais para o consumo in-natura. A árvore tem belo efeito ornamental por causa da copa densa e piramidal. As flores são apícolas e essa espécie não pode faltar em projetos de reflorestamentos permanentes, visando fornecer alimento para a fauna em geral.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Farofa de ovos


Quando  residia em Brasília , em 2014, realizei um Curso  no  restaurante Francisco  (ASBAC). Naquela oportunidade  além de várias técnicas nos foi passada a receita da famosa Farofa de Ovos.

Este ano em abril, como relatado em postagens anteriores morei na casa que era da minha vó e fiz um séria intitulada Vida na roça. 

Na casa além de arvores frutíferas, horta , também possuía um pequeno galinheiro a qual durante os meses de abril até dezembro tive 5 galinhas que produziam (produzem ainda...não foram para panela) uma média de 3 a 4 ovos diários. Dê-lhe receita com ovo.


 Ingredientes
- 75 ml de óleo de girassol
- 75g de manteiga
- 40g de cebola bem picada
- 4 ovos (usei ovos caipira)
- 30g de cebolinha verde picadinha
- 1 xícara (chá) de Farinha de mandioca amarela (a mais fina possível);
- Pimenta-do-reino e sal (se for o caso)

Preparo

1) Coloque o óleo de girassol para aquecer numa panela de ferro.
2) Mantendo o fogo alto, adicione a cebola e cebolinha. Mexa até murcharem.
3) Acrescente a manteiga.
4) Numa vasilha a parte, ponha os ovos com clara e gema. Misture levemente.
5) Coloque sal a gosto, depois adicione-os a frigideira e mexa até ficarem bem passados.

6) Agora ponha a farinha e mexa bem. Acerte o ponto de sal (pimenta se for o caso) e sirva.